Pulmonology Pulmonology
Rev Port Pneumol 2012;18:255-6 - Vol. 18 Num.6 DOI: 10.1016/j.rppneu.2012.09.001
Editorial
O amor não se agradece
Love is not thanked
Carlos Robalo Cordeiro,
Presidente da SPP (Triénio 2010/2012)

I – No final do triénio 2010/2012, é obrigatório e justo que se assinalem os mais diversos contributos que permitiram desenvolver o programa com que esta Direção da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) se apresentou a eleições, em novembro de 2009.

Em primeiro lugar, salientaria a coesão interna e a vivacidade construtiva de toda a equipa Diretiva, capaz de pensar e executar em tempo útil a estratégia implementada. Foi extremamente motivador fazer parte de um grupo intelectualmente tão estimulante e solidário.

O trabalho em equipa facilita e agiliza os procedimentos, pelo que incluo nesta alusão a disponibilidade permanente do Secretariado da SPP.

Há muito que as comissões de trabalho constituem o cerne e o motor da nossa sociedade. Assim aconteceu igualmente neste triénio, com as múltiplas e excelentes atividades que estes grupos organizaram e promoveram, pelo que se ficará sempre devedor às respetivas coordenações e aos secretariados que agora também cessam funções.

A renovada estrutura Editorial da Revista Portuguesa de Pneumologia (RPP) iniciou uma nova era da RPP, com uma dinâmica que creio imparável. Todo o Corpo Editorial terá contribuído para esta revolução tranquila, mas será da mais elementar justiça destacar o relevante papel visionário dos Editores Chefe e Associado.

É óbvio que as direções anteriores da SPP rasgaram o caminho, elevando e consolidando o nome da Pneumologia, possibilitando desta forma um contínuo evolutivo com sólidas fundações.

Mas a base do eventual sucesso residiu nos associados, e também nos amigos e mesmo nos críticos, todos fundamentais para a renovação que se possa ter alcançado.

Nada ou muito pouco se poderia ter realizado sem o apoio da indústria farmacêutica, que estará, assim, também de um modo institucional, sempre associada ao desenvolvimento do conhecimento médico pneumológico.

II – Foi desta forma possível contribuir para o aperfeiçoamento do «ambiente respiratório» nacional, tendo em mente, fundamentalmente, 3 áreas que se entenderam como estratégicas e passíveis de interligação, a componente Editorial e de Comunicação, o apoio à Formação e a Internacionalização da nossa sociedade, que têm sido ampla e abertamente discutidas em inovador formato Brainstorming.

Nesta perspetiva, a RPP, tendo alcançado o primeiro Fator de Impacto em 2011, consolidou a sua trajetória supranacional; a newsletter Oxigénio, inserida num site significativamente remanejado, pretende contribuir para que nos conheçamos melhor; e as intervenções mediáticas que se promoveram, inseridas, ou não, em campanhas internacionais (Flashmob DPOC, World Spirometry Day 2010 e 2012, entre outras), concorreram para que nos conheçam mais e melhor, interna e externamente, como se pôde observar nos destaques dos sites da European Respiratory Society (ERS) e da European Lung Foundation.

As recentes ações promovidas, como Best Trainees, Curso de Ecografia Torácica (1.° evento oficial da SPP nos Açores), novas bolsas em colaboração com a indústria e um fundo exclusivo da SPP para a formação, inovação e investigação em Pneumologia, pretenderam impulsionar o aumento do conhecimento e da formação para internos e pneumologistas. Neste sentido, foram também criadas, em paralelo às comissões de trabalho, núcleos de interesse em diversas áreas da patologia respiratória, tendo-se igualmente iniciado o cabal funcionamento de registos nacionais de doenças.

Os congressos nacionais registaram audiências record, sempre superiores a 600 presenças, e constituíram oportunidades de celebração de protocolos com sociedades científicas (Sociedade Portuguesa de Cardiologia, Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar) e outras instituições. Foi também nestes fóruns, cujo programa passou, a partir deste ano, a ser disponibilizado em aplicação Android, para iPhone/iPad, que se encerrou o Capítulo Europeu do Ano do Pulmão, em 2010, e que se realizou o 1.° Curso Pós-Graduado ERS/SPP, em 2011.

Aliás, a proximidade com esta sociedade culminou, este ano, numa participação nacional diversificada e fora do comum (discriminada no n.° 3 do Oxigénio) no Congresso Anual, em Viena, e que incluiu igualmente a apresentação formal da candidatura de Lisboa à organização de um congresso da ERS.

Internamente, o triénio não poderia ter terminado de forma mais consistente, com a constituição do Programa Nacional para as Doenças Respiratórias, no âmbito da Direção-Geral da Saúde.

Julgo que teremos cumprido a nossa obrigação.

III – Sejam-me permitidas, por último, algumas notas de maior intimidade.

Durante este triénio, a Pneumologia ficou muito mais pobre. Deixaram-nos os segundo e terceiro Presidentes da SPP, Professores António Robalo Cordeiro e Manuel Freitas e Costa, figuras cimeiras e determinantes na nossa sociedade científica. Transmito, agora, não apenas o meu profundo agradecimento biológico, a quem tudo me possibilitou, mas também a expressão sincera de sentimentos duplamente filiais de enorme saudade.

O amor não se proclama, sente-se, vive-se e potencia-se.

O amor também não se exibe, por isso, Guida, registo apenas a cumplicidade com que atenuaste a exigência destes últimos anos, suporte indispensável para os transpor o mais serenamente possível. Só assim tudo faz sentido.

Autor para correspondência. (Carlos Robalo Cordeiro carlos.crobalo@gmail.com)
Rev Port Pneumol 2012;18:255-6 - Vol. 18 Num.6 DOI: 10.1016/j.rppneu.2012.09.001
Cookies Policy
x
To improve our services and products, we use cookies (own or third parties authorized) to show advertising related to client preferences through the analyses of navigation customer behavior. Continuing navigation will be considered as acceptance of this use. You can change the settings or obtain more information by clicking here.